quarta-feira, 5 de julho de 2017

O tédio do barato - Marco Angeli

Andamos para trás.
Estudantes "transgridem" hoje, e protestam... fumando maconha e enchendo a lata, 
coisa mais velha do que bonde e virgindade.
Há 40, 50 anos, isso poderia talvez significar algo próximo à "rebeldia", 
ou de luta por uma causa qualquer.
Sim,  os velhinhos de hoje já foram jovens. E há muito tempo atrás já andavam por aí chapados de maconha e breacos pregando a revolução.
E os tiozinhos continuam, faceiros, a dar um pega nos seus baseados. 
Coisa de velho. Mó barato.
O mundo não mudou nada por causa disso. Pelo contrário.
Continua a mesma coisa, talvez pior.
Lucram sempre os que manipulam e se enchem de grana com os chucros.
Os chucros jamais deixarão de aparecer, lépidos e ululantes, protestando e 
anarquizando sem saber exatamente por que.
Vai aumentando nas universidades a horda de alfabetizados funcionais, que sequer conseguem escrever ou ler uma frase completa.
Entretanto, sendo jovem ou velho, 
quem quiser realmente mudar alguma coisa vai ter que achar novos caminhos, 
caminhos criativos.
Ser parte da manada não rola, não dá em nada.
Não adianta fumar maconha e encher a lata de álcool.
Isso é coisa velha, gasta.
Coisa de velho de verdade. E chato.
Um tédio.


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