Paloma Aimée sempre me falou dos confortáveis sapatos Crocs, comprou um par em preto e me deu de presente. Admito que meus pés gostaram muito do conforto (tem momentos em que a beleza do salto alto não é fundamental), tanto que nas nossas férias do ínicio do ano eles estavam na mala, e não sairam dos meus pés durante todo o percurso. Os amigos da minha faixa etária detestaram olhar, mas os mais jovens brincaram me chamando de hipster!
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
DVD DO MÊS POR PALOMA AIMÉE FERREIRA
Comprei o box das cinco temporadas do seriado "Dexter" e fiz uma maratona (vinte estórias) no meu apartamento, regado a pipoca, guaraná e intervalos para almoço e jantar, com minhas meninas (mãe e vó Mana). Foi muito divertido assistir as peripécias do simpático serial killer, interpretado brilhantemente
pelo ator Michael C. Hall (a Sete Palmos, que também gostava muito, depois falo sobre esse seriado), indicado para o Emmy. Os episódios foram baseados na obra Darkly Dreaming Dexter de Jeff Linsay. Dexter é um dos melhores seriados da TV a cabo, que por profissão é especialista forense em padrões de manchas de sangue, serial killer que mata
serial killers, capaz de fingir emoções "normais" e interagir com outras pessoas conservando sua aparência de bom homem, socialmente responsável. Vale a pena ver... :)
(by Paloma Aimée Ferreira)
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
FILME DO MÊS: MULHER SIM SENHORA
"Aqui é o meu lugar" (This must be the Place), direção do italiano Paolo Sorrentino, estrelado por Sean Penn e Frances McDormand.
ROTEIRO: Jane (Frances McDormand) é casada com o exótico Cheyenne (Sean Penn que está excelente no papel) que é um astro do rock de meia-idade andrógino e decadente, moram em Dublin, Irlanda. A morte do pai de Cheyenne, com quem ele não conversava há 30 anos, faz com que o roqueiro volte para Nova York, onde descobre que o pai buscava encontrar o carrasco nazista que o atormentara quando viveu em um campo de concentração. Cheyenne decide retomar o caminho de onde o seu pai parou, e iniciar uma jornada, no seu próprio ritmo, por todo o país, encontrando pessoas tão inusitadas quanto ele.
Vá assistir ao filme e mergulhar nessa estranha história, a temática do envelhecimento de um astro pop e do Holocausto é comum no cinema, só que aqui elas não são tratadas de forma convencional e ainda faz uma critíca ácida sobre o comércio de armas nos EUA.
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Saramago - Deste Mundo e do Outro. Crónicas, Caminho, Lisboa, 1998, 5ª edição.
E O MEU AVÔ, TAMBÉM
Talvez o dia chuvoso seja o responsável desta
melancolia. Somos uma máquina complicada, em que os fios do presente activo se
enredam na teia do passado morto, e tudo isto se cruza e entrecruza de tal
maneira, em laçadas e apertos, que há momentos em que a vida cai toda sobre nós
e nos deixa perplexos, confusos, e subitamente amputados do futuro. Cai a chuva,
o vento desmancha a compostura árida das árvores desfolhadas — e dos tempos
passados vem uma imagem perdida, um homem alto e magro, velho, agora que se
aproxima, por um carreiro alagado. Traz um cajado na mão, um capote enlameado e
antigo, e por ele escorrem todas as águas do céu. À frente, caminham animais
fatigados, de cabeça baixa, rasando o chão com o focinho. Homem e bichos avançam
sob a chuva. É uma imagem comum, sem beleza, terrivelmente anónima.
Mas o
homem que assim se aproxima, vago, entre cordas de chuva que parecem diluir o
que na memória não se perdeu, é meu avô. Vem cansado, o velho. Arrasta consigo
setenta anos de vida difícil, de desconforto, de ignorância. E, contudo, é um
homem sábio, calado e metido consigo, que só abre a boca para dizer as palavras
importantes, aquelas que importam. Fala tão pouco (são poucas as palavras
realmente importantes) que todos nos calamos para o ouvir quando no rosto se lhe
acende qualquer coisa como uma luz de aviso. Fora isso, tem um modo de estar
sentado, olhando para longe, mesmo que esse longe seja apenas a parede mais
próxima, que chega a ser intimidade. Não sei que diálogo mudo o mantém alheado
de nós. O seu rosto é talhado a enxó, fixo mas expressivo, e os olhos, pequenos
e agudos, têm de vez em quando um brilho claro como se nesse momento alguma
coisa tivesse sido definitivamente compreendida. Parece uma esfinge, direi eu
mais tarde, quando as leituras eruditas me ajudarem nestas comparações tão
abonatórias de uma fácil cultura. Hoje digo que parecia um homem.
E era
um homem. Um homem igual a muitos desta terra, deste mundo, um homem sem
oportunidades, talvez um Einstein perdido sob uma camada espessa de impossíveis,
um filósofo (quem sabe?), um grande escritor analfabeto. Alguma coisa seria, que
não pôde ser nunca. Recordo agora aquela noite morna de verão, que dormimos, nós
dois, debaixo da figueira — ouço-o ainda falar da vida que tivera, da Estrada de
Santiago que sobre as nossas cabeças resplandecia (as coisas que ele sabia do
céu e das estrelas), do gado que o conhecia, das histórias e lendas que eram o
seu cabedal da infância remota. Adormecemos tarde, enrolados na manta lobeira,
que a madrugada refrescaria com certeza e o orvalho não caía só sobre as
plantas.
Mas a imagem que me não larga é a do velho que caminha sob a
chuva, obstinado e silencioso, como quem cumpre um destino que nada pode
modificar. A não ser a morte. Mas, nesta altura, este velho, que é meu avô,
ainda não sabe como vai morrer. Ainda não sabe que poucos dias antes do seu
último dia vai ter a premonição (perdoa a palavra, Jerónimo) de que o fim
chegou, e irá, de árvore em árvore do seu quintal, abraçar os troncos,
despedir-se deles, dos frutos que não voltará a comer, das sombras amigas.
Porque terá chegado a grande sombra, enquanto a memória o não fizer ressurgir no
caminho alagado ou sob o côncavo do céu e a interrogacão das estrelas. Só isto —
e também o gesto que de repente me põe de pé e a urgência da ordem que enche o
quarto aquecido onde escrevo.
"Outra crônica do escritor José Saramago e o amor pelo avô. Também tive meu vô Nilton que permeou minha vida por pouco tempo, já que morreu cedo, com seu paleto bem cortado, chegando em casa sempre com pães, bolos para suprir o chá da tarde e um chocolatinho "baton" apenas para mim na hora das suas incansavéis estórias. Guardo com muito carinho suas lembranças"
by Paloma Aime Ferreira.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
VESTIDO DE FESTA
A paleta de cores focada é no combo clássico preto e cinza, além de algumas variações de azul, roxo e tons de vinho.
(by Paloma Aime Ferreira)
domingo, 9 de dezembro de 2012
COQ AU VIN (Frango ao vinho tinto)
Quando estivemos na França, fizemos como os franceses, degustamos esse prato tradicional da gastronomia (só de ver a foto fico com água na boca). Um dos melhores pratos que provamos durante a viagem.
Ingredientes para a vinha-d' alhos:
5 coxas de frango;
1 cebola média cortada em rodelas finas;
1 cenoura média ralada;
3 dentes de alho cortados em pedaços grandes;
2 pimentas;
1 colher rasa de sobremesa de sal;
400 mL de vinho tinto seco.
Ingredientes para o cozimento:
Coxas de frango já marinadas, conforme passos anteriores;
50 g de bacon;
20 g de manteiga;
20 ml de azeite de oliva;
Folhas de louro
e alecrim;
1 colher de sopa rasa de farinha de trigo;
Vinha d´alhos;
Vegetais da vinha-d´alhos.
Coloque o óleo e a manteiga numa panela grande. Quando a manteiga derreter, coloque o bacon para fritar. Separe o bacon frito e reserve. Mantenha a gordura que ficou na panela e frite as coxas de frango por 10
minutos, virando de vez em quando e reserve-as. Deixe um pouco de gordura que ficou na panela (30
ml). Junte os vegetais da vinha-d´alhos. Deixe fritar uns 3 minutos e adicione uma colher de sopa rasa de farinha
de trigo, mexendo sempre. Adicione a vinha-d`alhos, 500 ml de caldo de galinha, ao ferver coloque as coxas fritas, uma a uma. Adicione as folhas de louro e o alecrim, deixe-as por 5 minutos e depois
retire. Deixe o molho cozinhar por 50 minutos. Quando o molho estiver quase secando, desligue o fogo e sirva.
(Foto/receita by Paloma Aime Ferreira)
sábado, 8 de dezembro de 2012
DICA DE PRESENTE POR PALOMA AIMÉE FERREIRA
Quem não tem como objeto de desejo um sapato do estilista Christian Louboutin? Ao completar os vinte anos de sua marca, o designer de sapatos celebrou a data com o lançamento da coleção Capsule Collection, uma seleção de vinte sapatos icônicos da grife:
Entre eles estão o “Pensee”, calçado que inspirou a famosa sola vermelha, marca registrada das criações.
As botas de camurça e franjas “Highness Tina”, que captura o glamour e energia de Tina Turner;
E o peep toe “Armadillo”, atualizado com salto com ponta de metal e delicada tira de calcanhar.
Observação: Aceito qualquer um dos vinte... :)
(By Paloma Aime Ferreira)
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