Acompanho há algum tempo a "Tedeschi Trucks Band", formada pelo casal do blues Derek Trucks e Susan Tedeschi, escutem os dois discos do novo álbum “Everybody’s Talkin” ao vivo. Produzido por Derek Trucks, mixado por Jim Scott e masterizado por Bobby Tis.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
MAIS UM LIVRO PARA O MÊS DE NOVEMBRO POR PALOMA AIME FERREIRA
O escritor Umberto Eco lançou no ano de 2007 o ensaio, intitulado Storia della Bruttezza (História da Feiúra), é o contraponto de sua obra anterior História da Beleza (postado ontem), traduzido em 27 idiomas, vem acompanhado de textos de Leonardo da Vinci, Victor Hugo e Marcel Proust, a fim de repassar a história da feiúra de um ponto de vista artístico filosófico e levar à reflexão sobre o significado e o sentimento do que é feio. Amei os textos antológicos, as ilustrações que são reais viagens entre pesadelos e amores de quase três mil anos, onde o repúdio segue lado a lado com gesto de compaixão e rejeição da deformidade.
"As sombras contribuem para que a luz resplandeça melhor";
"Para entender os gostos de uma era não é justo apenas ouvir os filósofos, é necessário entender o que significa a fealdade para as pessoas comuns";
"A história da fealdade é decididamente mais interesante do que história da beleza".
A feiúra não está nas estampas, e sim no que de pronto não se vê. A feiúra é enrustida, nunca quer se mostrar, se aloja nos corações e nas mentes perversas. A feiúra não se afere pela aparência física de uma pessoa, mas pelas atitudes.
(by Paloma Aime Ferreira)
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
LIVRO DO MÊS POR PALOMA AIMÉE FERREIRA
No dia em que marquei minha viagem para sair de Salvador e estudar "Jornalismo" no interior do Estado, mãe foi até uma livraria perto da nossa casa na Pituba e comprou esse livro de dezessete capítulos para me presentear. Nem preciso dizer que adorei, Umberto Eco (escreveu nove capítulos), e os outros oito são de autoria de Girolamo de Michele, em a "HISTÓRIA DA BELEZA", que disserta sobre as transformações do conceito de Beleza não apenas no mundo das artes, como em
diversas áreas do conhecimento, como a filosofia, a teologia, a ciência, a
política e a economia. Como pano de fundo as imagens de centenas
de obras-primas e uma vasta antologia de textos - de Pitágoras até os nossos
dias –, múltiplas idéias de Beleza expressadas e discutidas da
Grécia antiga até hoje, traçando paralelos, entre a nudez da Vênus de Millo, do século II
A.C., com a da modelo Monica Bellucci, num calendário da Pirelli; ou entre o
corpo atlético do Apolo do Belvedere, exibido no Musei Vaticani, em Roma, e os
bíceps anabolizados de Arnold Schwarzenegger no filme Comando, antes de
o ator se transformar em governador da Califórnia, nos EUA.
“O sequioso que ao dar com uma fonte precipita-se para beber não lhe contempla a Beleza. Poderá fazê-lo depois, uma vez satisfeito o seu desejo.”
Na verdade, não há beleza mais
autêntica do que a sabedoria que encontramos e amamos em um indivíduo,
abstraindo seu rosto, que pode ser feio, e sem atentar de fato para a sua
aparência, buscamos sua beleza interior.
(by Paloma Aime Ferreira)
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Crônica de José Saramago, publicada no jornal "A Capital", em finais dos anos 60
CARTA A JOSEFA, MINHA AVÓ
Tens noventa anos. És velha, dolorida.
Dizes-me que foste a mais bela rapariga do teu tempo — e eu acredito. Não sabes
ler. Tens as mãos grossas e deformadas, os pés encortiçados. Carregaste à cabeça
toneladas de restolho e lenha, albufeiras de água. Viste nascer o sol todos os
dias. De todo o pão que amassaste se faria um banquete universal. Criaste
pessoas e gado, meteste os bácoros na tua própria cama quando o frio ameaçava
gelá-los. Contaste-me histórias de aparições e lobisomens, velhas questões de
família, um crime de morte. Trave da tua casa, lume da tua lareira — sete vezes
engravidaste, sete vezes deste à luz.
Não sabes nada do mundo. Não entendes de política, nem de economia, nem de literatura, nem de filosofia, nem de religião. Herdaste umas centenas de palavras práticas, um vocabulário elementar. Com isto viveste e vais vivendo. És sensível às catástrofes e também aos casos de rua, aos casamentos de princesas e ao roubo dos coelhos da vizinha. Tens grandes ódios por motivos de que já perdeste lembrança, grandes dedicações que assentam em coisa nenhuma. Vives. Para ti, a palavra Vietname é apenas um som bárbaro que não condiz com o teu círculo de légua e meia de raio. Da fome sabes alguma coisa: já viste uma bandeira negra içada na torre da igreja. (Contaste-mo tu, ou terei sonhado que o contavas?) Transportas contigo o teu pequeno casulo de interesses. E, no entanto, tens os olhos claros e és alegre. O teu riso é como um foguete de cores. Como tu, não vi rir ninguém.
Estou diante de ti, e não entendo. Sou da tua carne e do teu sangue, mas não entendo. Vieste a este mundo e não curaste de saber o que é o mundo. Chegas ao fim da vida, e o mundo ainda é, para ti, o que era quando nasceste: uma interrogação, um mistério inacessível, uma coisa que não faz parte da tua herança: quinhentas palavras, um quintal a que em cinco minutos se dá a volta, uma casa de telha-vã e chão de barro. Aperto a tua mão calosa, passo a minha mão pela tua face enrugada e pelos teus cabelos brancos, partidos pelo peso dos carregos — e continuo a não entender. Foste bela, dizes, e bem vejo que és inteligente. Por que foi então que te roubaram o mundo? Quem to roubou? Mas disto talvez entenda eu, e dir-te-ia como, o porquê e o quando se soubesse escolher das minhas inumeráveis palavras as que tu pudesses compreender. Já não vale a pena. O mundo continuará sem ti — e sem mim. Não teremos dito um ao outro o que mais importava.
Não teremos, realmente? Eu não te terei dado, porque as minhas palavras não são as tuas, o mundo que te era devido. Fico com esta culpa de que me não acusas - e isso ainda é pior. Mas porquê, avó, por que te sentas tu na soleira da tua porta, aberta para a noite estrelada e imensa, para o céu de que nada sabes e por onde nunca viajarás, para o silêncio dos campos e das árvores assombradas, e dizes, com a tranquila serenidade dos teus noventa anos e o fogo da tua adolescência nunca perdida:
Não sabes nada do mundo. Não entendes de política, nem de economia, nem de literatura, nem de filosofia, nem de religião. Herdaste umas centenas de palavras práticas, um vocabulário elementar. Com isto viveste e vais vivendo. És sensível às catástrofes e também aos casos de rua, aos casamentos de princesas e ao roubo dos coelhos da vizinha. Tens grandes ódios por motivos de que já perdeste lembrança, grandes dedicações que assentam em coisa nenhuma. Vives. Para ti, a palavra Vietname é apenas um som bárbaro que não condiz com o teu círculo de légua e meia de raio. Da fome sabes alguma coisa: já viste uma bandeira negra içada na torre da igreja. (Contaste-mo tu, ou terei sonhado que o contavas?) Transportas contigo o teu pequeno casulo de interesses. E, no entanto, tens os olhos claros e és alegre. O teu riso é como um foguete de cores. Como tu, não vi rir ninguém.
Estou diante de ti, e não entendo. Sou da tua carne e do teu sangue, mas não entendo. Vieste a este mundo e não curaste de saber o que é o mundo. Chegas ao fim da vida, e o mundo ainda é, para ti, o que era quando nasceste: uma interrogação, um mistério inacessível, uma coisa que não faz parte da tua herança: quinhentas palavras, um quintal a que em cinco minutos se dá a volta, uma casa de telha-vã e chão de barro. Aperto a tua mão calosa, passo a minha mão pela tua face enrugada e pelos teus cabelos brancos, partidos pelo peso dos carregos — e continuo a não entender. Foste bela, dizes, e bem vejo que és inteligente. Por que foi então que te roubaram o mundo? Quem to roubou? Mas disto talvez entenda eu, e dir-te-ia como, o porquê e o quando se soubesse escolher das minhas inumeráveis palavras as que tu pudesses compreender. Já não vale a pena. O mundo continuará sem ti — e sem mim. Não teremos dito um ao outro o que mais importava.
Não teremos, realmente? Eu não te terei dado, porque as minhas palavras não são as tuas, o mundo que te era devido. Fico com esta culpa de que me não acusas - e isso ainda é pior. Mas porquê, avó, por que te sentas tu na soleira da tua porta, aberta para a noite estrelada e imensa, para o céu de que nada sabes e por onde nunca viajarás, para o silêncio dos campos e das árvores assombradas, e dizes, com a tranquila serenidade dos teus noventa anos e o fogo da tua adolescência nunca perdida:
«O mundo é tão bonito, e eu tenho tanta pena
de morrer!»
É isto que eu não entendo — mas a culpa não é tua.
É isto que eu não entendo — mas a culpa não é tua.
"Sempre que leio Saramago, penso logo nessa crônica que me fala alto, pelo elo de amor que tenho com minha vó Mana."
by Paloma Aime Ferreira.
by Paloma Aime Ferreira.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
TATUAGENS
domingo, 2 de dezembro de 2012
Cheese Cake de Cookie
Comemos em porção individual, vamos ver se dá certo numa forma grande, que serve para oito pessoas.
Ingredientes:
300g de cookies de chocolate (1 ½ pacote), esmigalhados;
75g de manteiga sem sal;
200g de queijo cotage (ou cream cheese);
1 lata de leite condensado;
½ lata de suco de limão;
Folhas de manjericão para decorar;
Geléia de baunilha diluída para dar o brilho (ou brilho em gel).
Modo de preparar:
Esmigalhe os biscoitos. Esquente a manteiga numa panela e acrescente os biscoitos, para formar uma farofa (não precisa deixar no fogo).
Despeje esta farofa uma forma média, de aro removível, espalhando-a no fundo e nas laterais com o auxílio de das costas da colher, pressionando um pouco para firmar. Reserve.
Bata o queijo cotage com o leite condensado e o limão, como se fosse fazer uma mousse de maracujá.
Despeje o creme de queijo sobre a massa, espalhe com uma espátula.
Leve ao congelador por 2 horas ou até firmar.
Decore com folhas de manjericão.
Leve-a para gelar e retire pouco antes de servir.
Se deixá-la no congelador pouco antes de servir, fica como “torta sorvete”.
Despeje esta farofa uma forma média, de aro removível, espalhando-a no fundo e nas laterais com o auxílio de das costas da colher, pressionando um pouco para firmar. Reserve.
Bata o queijo cotage com o leite condensado e o limão, como se fosse fazer uma mousse de maracujá.
Despeje o creme de queijo sobre a massa, espalhe com uma espátula.
Leve ao congelador por 2 horas ou até firmar.
Decore com folhas de manjericão.
Leve-a para gelar e retire pouco antes de servir.
Se deixá-la no congelador pouco antes de servir, fica como “torta sorvete”.
(By Paloma Aimée Ferreira)
sábado, 1 de dezembro de 2012
DICA DE PRESENTE POR PALOMA AIME FERREIRA
Eu quero esse elegante e moderno porta laptop de caveirinhas, criação de Alexander McQueen que custa apenas US $ 395, uma verdadeira pechincha, basta pensar na durabilidade do investimento.
(By Paloma Aime Ferreira)
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